“Onde há cultura, há paz.” Em 1935, países das Américas assinaram um tratado para proteger aquilo que a humanidade tem de mais precioso: sua arte, sua ciência e sua memória. O Instituto Noosfera difunde esse compromisso como parte da Cultura da Paz.
O Pacto Roerich
O Pacto Roerich é o primeiro tratado internacional dedicado inteiramente à proteção do patrimônio cultural. Ele nasceu da proposta do artista, filósofo e arqueólogo russo Nicholas Roerich (1874–1947), que, depois de ver a destruição de templos, museus e bibliotecas nas guerras do início do século XX, passou a defender que os bens culturais fossem protegidos da mesma forma que a Cruz Vermelha protege os feridos.
Depois de anos de articulação entre artistas, cientistas e governos, o tratado foi assinado em 15 de abril de 1935, em Washington, por 21 países das Américas, entre eles o Brasil. Por isso, o 15 de abril é celebrado por muitos grupos como o Dia da Cultura.
Pelo Pacto, os países se comprometem a respeitar e proteger, em tempos de guerra e de paz:
- os monumentos históricos;
- os museus e as instituições artísticas;
- as instituições científicas e educacionais;
- as pessoas que trabalham nesses lugares e os acervos que eles guardam.
Esses lugares passam a ser considerados neutros e são identificados por uma bandeira própria: a Bandeira da Paz.
A Bandeira da Paz
Criada por Roerich como símbolo do Pacto, a Bandeira da Paz traz, sobre um fundo branco, um círculo magenta com três esferas dentro. É um símbolo muito antigo: aparece em amuletos, pinturas e objetos de diferentes povos e épocas, da Ásia às Américas.
Seus significados mais conhecidos são:
- passado, presente e futuro reunidos no círculo da eternidade;
- arte, ciência e espiritualidade unidas pelo círculo da cultura.
Roerich a chamou de “Cruz Vermelha da Cultura”: assim como a cruz vermelha indica um lugar de cuidado que não deve ser atacado, a Bandeira da Paz indica um lugar de cultura que deve ser preservado por todos.
Paz através da Cultura e a Lei do Tempo
O lema de Roerich, “Paz através da Cultura”, foi retomado por José Argüelles e pela Fundação para a Lei do Tempo, que unem a Bandeira da Paz ao chamado por uma mudança de calendário: viver no ritmo natural das 13 Luas de 28 Dias é também um caminho de paz, de harmonia com a biosfera e de valorização da cultura.
O Instituto Noosfera difunde a Cultura da Paz em suas atividades, nos encontros dos 13 Dias pela Paz, no Dia Fora do Tempo e no Curso de Introdução à Lei do Tempo, cuja aula 9 é dedicada ao Pacto de Paz de Roerich e à Bandeira da Paz.
Conheça a Cultura de Paz
Quer aprofundar? A aula 9 do curso é sobre o Pacto de Paz de Roerich.